Seis vereadores discutiram a falta de segurança nos equipamentos públicos da cidade e pediram a revisão dos contratos vigentes, durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta segunda-feira (11). O tema foi levado à tribuna por Toninho da Farmácia (PDT): “há seis anos eu falo sobre esse assunto aqui e até agora não houve nenhuma mudança”. Para ele, o motivo pode ser a “incompetência” das empresas que atuaram na área ou os contratos mal elaborados. “Protocolamos um pedido de revisão dos contratos com essas empresas”, anunciou o vereador. Ele destacou que recentemente a Unidade de Saúde da Vila Barigui foi depredada por vândalos. No entendimento do vereador, o monitoramento deveria ser feito pela Guarda Municipal.

Rogerio Campos (PSC) disse que há relatos semanais sobre locais que são alvos de vandalismo sem que nenhuma atitude seja tomada. “Parece que estamos enxugando gelo”, disse ele. Edson do Parolin (PSDB) foi chamado a uma escola após um episódio de depredação. “Fiquei esperando uma hora a empresa chegar. Vieram, colocaram uns tapumes e foram embora”, declarou. Ele também disse que a população já não aguenta o barulho do alarme que é disparado nessas ocasiões: “às vezes é necessário esperar a diretora do colégio vir desligar”.

Para Professor Silberto (MDB), a preocupação com o tema é muito grande. Ele entende que o contrato deve ser revisto. “Existe tecnologia de ponta que poderia ser utilizada nesses casos, mas estamos muito atrasados”. Oscalino do Povo (Pode) apontou que o vandalismo nos equipamentos públicos é uma angústia e preocupa muitos vereadores. “Roubaram a Guarda Municipal da Avenida Wenceslau Braz. Isto é um desafio que a prefeitura crie uma força-tarefa com a ajuda da Câmara Municipal”. Fabiane Rosa (DC), antes do término da sessão, sugeriu que representantes da “Secretaria de Defesa Social venha até a Câmara para tirar dúvidas dos vereadores e apresentar as ações da Guarda Municipal”.

Essa não é a primeira vez que os vereadores debatem a falta de segurança em equipamentos públicos. Há menos de um mês, foi discutida a sugestão para abertura de nova licitação para contratação de sistemas de alarmes e monitoramento para segurança das escolas municipais, de autoria de Serginho do Posto (PSDB). Segundo ele, o contrato em vigor é genérico e falho, não prevendo as obrigações necessárias ao bom desempenho e serviço prestado pela empresa de segurança (leia mais).

Em setembro do ano passado, a Câmara de Curitiba promoveu uma reunião entre as secretarias de Educação e da Defesa Social e o Grupo Cinco Sistemas Integrados de Segurança Ltda., que presta serviços de segurança monitorada nas escolas rede municipal desde 2013. O Legislativo encaminhou ao Executivo um documento com recomendações para melhorar a efetividade do serviço de monitoramento das escolas do Município. Na ocasião, a Secretaria Municipal da Educação informou que elaborava uma minuta para nova licitação de prestação de serviços de monitoramento dos equipamentos de ensino (saiba mais). Em maio de 2017, dois pedidos de informação foram encaminhados à Prefeitura nesse mesmo sentido (veja aqui).

Fonte: CMC