A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta segunda-feira (18), a sugestão para abertura de nova licitação para contratação de sistemas de alarmes e monitoramento para segurança das escolas municipais, de autoria de Serginho do Posto (PSDB). Para ele, o contrato em vigor é genérico e falho, não prevendo as obrigações necessárias ao bom desempenho e serviço prestado pela empresa de segurança (203.00029.2019). O documento ainda prevê aumento das atividades e áreas de proteção e obrigações da contrada.

Serginho do Posto lembrou que os representantes do Grupo Cinco (atual titular do contrato de prestação de serviços de segurança em equipamentos públicos) relataram em reunião promovida pelo vereador quando era presidente da CMC, no dia 5 de setembro do ano passado, que “foram contratados para implantar sistema de alarmes monitorados nas escolas municipais, total de 518, que esse monitoramento não significa fazer vigilância para prevenir assaltos e atos de vandalismos, mas sim para avisar quando há uma invasão na escola e tentar impedir essa invasão pela atuação da equipe tática e que muitas vezes isso não é possível”.

Serginho defende “a necessidade de um modelo prestação do serviço de segurança e monitoramento mais eficiente, no sentido de abranger uma área de monitoramento maior, bem como um atendimento mais rápido. Portanto, um sistema que seja mais eficiente a ponto de evitar a invasão do prédio da escola ou de unidades de saúde”. Ele garantiu que a Guarda Municipal dará todo o subsídio para que o novo contrato tenha uma efetividade maior.

Toninho da Farmácia (PDT) já havia abordado o assunto no início da sessão, no horário do pequeno expediente, reclamando da segurança nos equipamentos públicos do município. “Até quando nós vamos pedir socorro? Até quando os vereadores vão assistir de camarote aos equipamentos serem roubados dessa forma?”, perguntou o vereador. Ele destacou que ao lado da regularização fundiária, a segurança nos equipamentos públicos é a principal demanda que o motiva. Toninho da Farmácia, a empresa de segurança cuida apenas da parte interna dos equipamentos, daí a importância de se ter a Guarda fazendo a vigilância externa.

Durante a discussão do requerimento de sugestão, Toninho citou como exemplo o Centro Municipal de Educação Infantil João Botelho, que teve registro de furto. ”Pessoas subiram no telhado e houve uma infiltração que danificou todas as salas”. Para o vereador, o telhado dos equipamentos deve ser feito com telhas de barro, mais seguras e resistentes. Toninho entende que seria necessária a presença da Guarda Municipal durante 24 horas por dia nos equipamentos. Felipe Braga Côrtes ponderou que essa medida pode ser inviável. “O que ajudaria na diminuição desses delitos seria um maior rigor nas punições. O que se vê é uma impunidade em relação ao problema. Tem de se resolver essa coisa de 'prende-solta' e de termo circunstanciado que não resolve nada”.

Ezequias Barros (PRP) comentou a possibilidade de se criar uma marca nos equipamentos para que eles possam ser identificados. “Se alguém furta, é porque alguém compra”, defendeu o vereador, que reiterou a necessidade de câmeras de segurança. Professor Silberto (MDB) lamentou o fato de, segundo ele, ainda estarmos muito atrasados em relação à tecnologia de segurança no município. Oscalino do Povo (Pode) lembrou que recentemente até uma unidade da Guarda Municipal na avenida Wenceslau Braz foi furtada.

Fonte: CMC

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