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A paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil foi um tema recorrente durante a sessão plenária desta segunda-feira (28). A secretária municipal da Saúde, Márcia Cecília Huçulak, que apresentou a prestação de contas referente aos quatro primeiros meses do ano, garantiu que a rede está abastecida com medicamentos, insumos, materiais e combustível para as ambulâncias. “Felizmente a cidade de Curitiba tem Rafael Greca de Macedo. Na semana passada, no primeiro dia ele me chamou. Junto com o secretário de Defesa Social [Guilherme Rangel], a gente conseguiu organizar toda a logística para não faltar nada. Esperamos com esse anúncio de ontem que a gente volte à normalidade o mais breve possível”, afirmou durante entrevista à imprensa.

Ela ponderou que a manifestação acabou causando alguns impactos no atendimento à população. “Estamos preocupados com os nossos hospitais, que já estão apresentando dificuldades e tendo que parar os atendimentos eletivos, aquele atendimento que pode esperar. Isso não é bom. Os estoques de materiais e insumos são limitados. Para não prejudicar ninguém, alguns hospitais já pararam, a partir de hoje, as cirurgias eletivas, por exemplo. As cirurgias agendadas estão suspensas”, confirmou.

Ela ainda citou o caso específico do Hospital do Idoso: “tivemos alguns dificuldades, não por causa de falta de material, mas por causa dos funcionários [médicos e enfermeiros] que não estão conseguindo chegar ao trabalho. Para não deixar as áreas de urgência sem equipes, vamos deslocar equipes para o atendimento de urgência e cancelar eventualmente atendimentos eletivos”.

Logo na abertura da audiência pública, Márcia Huçulak informou que Curitiba conseguiu antever os efeitos da paralisação e por isso “conseguimos manter estoques”. Ela ainda confirmou que a questão está “equacionada” e que a saúde do Município continua com os atendimentos normalmente. Serginho do Posto (PSDB), presidente da Câmara de Curitiba, parabenizou o prefeito Rafael Greca porque “os serviços não foram desabastecidos”.

Em resposta ao líder do prefeito na Câmara, Pier Petruzziello (PTB), a secretária Marcia Huçulak declarou que “nosso compromisso é com a manutenção de todos os insumos e materiais. Nós temos estoque regulador. Nós conseguimos ter estoque regulador na secretaria municipal. Não é para faltar porque a gente tem 1 prateleira, 1 no estoque e 1 chegando. Coisa que a gente não tinha no ano passado”. Segundo ela, o estoque regulador dá folego de 15 dias “nesta greve dos caminhoneiros”.

A presidente da Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esporte da Câmara, Maria Letícia Fagundes (PV), destacou a “situação de urgência” nas unidades de saúde e hospitais da cidade por conta da mobilização nacional dos caminhoneiros. “Essa prestação de contas é essencial para sabermos o andamento da Saúde no município. Aqui os vereadores ficam sabendo quais as necessidades. A gente fica muito feliz de saber que Curitiba está indo muitíssimo bem”, afirmou a jornalistas.

No horário do pequeno expediente, o vereador Rogério Campos (PSC) fez um discurso lamentando “a situação pela qual está passando o país e todo mundo está sentindo na pele o que está acontecendo, seja rico ou pobre”. Disse várias vezes que está “do lado dos caminhoneiros” e, segundo ele, fica uma lição para aqueles que andam de “nariz empinado”. “Nem sempre o povo está disposto a ouvir um discurso bem feito e bonito. Enquanto o ser humano não entender que dependemos um do outro, que todos têm de respeitar a todos, independente de classe social ou diploma, enfrentaremos essas situações”, apontou.

“Hoje o Brasil para e pede socorro porque uma classe de trabalhadores está parada. O povo não aguenta mais a classe política do país, os maus políticos. Não culpem os caminhoneiros por pessoas que morrem nos hospitais. O presidente da República, em vez de colocar o Exército em cima dos caminhoneiros, que coloque em cima dos corruptos”, criticou. Depois ainda fez um registro parabenizando o prefeito Rafael Greca pela manutenção do abastecimento no transporte coletivo da cidade.

Fonte: CMC